PESQUISA APLICADA • SANTA CLARA, CALIFÓRNIA

Hardwear.io USA 2025: dez aprendizados que orientam nossa atuação em segurança de hardware

Entre 27 e 31 de maio de 2025, nossa equipe esteve no Hardwear.io USA, em Santa Clara, para acompanhar pesquisas que mostram como falhas físicas, firmware, protocolos e cadeias de confiança se combinam em riscos concretos. A participação reforça a Cybersegurança como uma especialidade prática da EAGLE BS — da arquitetura ao teste e à remediação.

9 minPublicado em 21 de julho de 2026
Equipe da EAGLE BS no Hardwear.io USA 2025, em Santa Clara
A EAGLE BS acompanhou presencialmente o Hardwear.io USA 2025, na Califórnia.

Segurança de hardware não termina no circuito e não começa apenas no software. Ela vive nas fronteiras: entre bootloader e sistema operacional, dispositivo e nuvem, protocolo e implementação, laboratório e ambiente real. Foi justamente essa visão integrada que marcou o Hardwear.io USA 2025.

A conferência reuniu pesquisadores, fabricantes e profissionais de segurança para discutir ataques e defesas em dispositivos conectados. Para a EAGLE BS, acompanhar esse trabalho de perto significa transformar pesquisa atual em decisões melhores de arquitetura, avaliação de risco e engenharia segura para nossos clientes.

CYBERSEGURANÇA

Dez sinais técnicos que levamos para os projetos

  1. 01

    Zephyr OS exige defesa em profundidade

    Eric Evenchick explorou vulnerabilidades em sistemas baseados em Zephyr. O aprendizado central é que adotar um RTOS moderno não substitui revisão de configuração, isolamento, atualização segura, análise de superfície de ataque e testes específicos para o dispositivo.

  2. 02

    Skimmers revelam o valor da análise forense de hardware

    Aidan Quimby demonstrou técnicas para engenharia reversa de skimmers de cartões e recuperação de dados comprometidos. O caso reforça a importância de preservar evidências, entender componentes e firmware e correlacionar o comportamento físico com a fraude digital.

  3. 03

    Falhas clássicas continuam relevantes no IoT moderno

    O estudo de Baptiste Moine sobre uma vulnerabilidade cega de format string mostrou que erros conhecidos ainda chegam a produtos conectados atuais. Inventário de dependências, compilação endurecida, fuzzing e revisão de código continuam essenciais.

  4. 04

    Glitching muda a fronteira de confiança

    Cristofaro Mune apresentou caminhos de escalada de privilégio no Google Wifi Pro com técnicas de glitching. Controles somente lógicos podem falhar quando um atacante manipula alimentação, clock ou tempo de execução; secure boot e validações críticas precisam considerar ataques físicos.

  5. 05

    O head unit também é parte da superfície automotiva

    Danilo Erazo analisou vulnerabilidades em unidades multimídia automotivas. Mesmo componentes aparentemente voltados à experiência do usuário precisam de segmentação, menor privilégio e interfaces rigorosamente controladas para não se tornarem pontos de pivô.

  6. 06

    Protocolos proprietários não são sinônimo de segurança

    James Chambers e Sultan Qasim Khan discutiram fraquezas no protocolo sem fio PowerG. Criptografia, autenticação, pareamento, replay protection e gerenciamento de chaves precisam resistir à análise independente — não depender de obscuridade.

  7. 07

    Proteção de flash precisa ser testada contra extração real

    Mark Omo e James Rowley apresentaram o STM32-TraceRip para extração de memória flash protegida. O trabalho evidencia que bits de proteção, debug locks e políticas de leitura devem ser avaliados no silício e dentro do modelo de ameaça do produto.

  8. 08

    A era pós-quântica também terá ataques de implementação

    Markku-Juhani O. Saarinen examinou ataques contra roots of trust pós-quânticos. Migrar algoritmos não basta: lógica de verificação, temporização, canais laterais, atualização e proteção de chaves continuam sendo parte da segurança do sistema.

  9. 09

    Silício aberto amplia transparência e responsabilidade

    Olivier Thomas abordou a validação de circuitos integrados em projetos de silício open source. A auditabilidade ajuda, mas exige processos de verificação, rastreabilidade e segurança da cadeia de suprimentos igualmente maduros.

  10. 10

    Rowhammer permanece uma classe de risco em evolução

    A retrospectiva apresentada por Stefan Saroiu mostrou avanços e desafios acumulados em seis anos de pesquisa. Mitigações pontuais podem envelhecer; memória, controladores e software precisam ser avaliados como um sistema e monitorados ao longo do ciclo de vida.

O que isso muda na prática

Os trabalhos apontam para uma conclusão comum: segurança precisa nascer junto com o produto. Uma avaliação madura combina modelagem de ameaças, revisão de arquitetura, análise de firmware, testes de interfaces físicas, verificação de mecanismos de boot e atualização, avaliação de protocolos e observação do comportamento em condições adversas.

Também muda a definição de evidência. Uma proteção declarada no datasheet é apenas o começo; precisamos comprovar como ela se comporta no dispositivo final, com a configuração real, as dependências reais e um adversário capaz de interagir com o hardware.

Como a EAGLE BS transforma pesquisa em engenharia

Nossa atuação em Cybersegurança conecta pesquisa aplicada à entrega: identificamos ativos e fronteiras de confiança, priorizamos riscos pelo impacto no negócio, testamos hipóteses técnicas e ajudamos a desenhar correções que façam sentido para o produto e sua operação.

Participar do Hardwear.io amplia o repertório usado em avaliações de firmware, IoT, sistemas embarcados e arquiteturas conectadas. Mais do que acompanhar tendências, o objetivo é reconhecer classes de falhas mais cedo e construir sistemas que continuem defensáveis depois que chegam ao mercado.

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FONTES E CONTEXTO OFICIAL

Hardwear.io USA 2025 — página oficial do evento

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